Guillermo Fernández Vara

PRESIDENTE DE LA JUNTA DE EXTREMADURA

Extremadura

Extremadura y las regiones de Alentejo y Centro llevamos ya más de dos décadas de experiencias de cooperación y siete años desde que constituyéramos la eurorregión EUROACE. A la hora de hacer balance de lo que ha supuesto esta política de cooperación con Portugal tenemos la tendencia a cuantificarla en cifras: número de proyectos en común, inversiones realizadas, cantidades que los fondos europeos nos han aportado para que estemos cada vez más cerca o actividades conjuntas que se llevan a cabo a un lado y otro de la frontera y que han pasado a formar parte de lo cotidiano.

Sin embargo, se nos olvida con frecuencia valorar algo muy importante, difícil de describir con cifras pero que se ha convertido en un gran activo: la cooperación nos ha permitido conocernos, crear unos vínculos duraderos e intensificar las relaciones humanas entre las personas que integran los colectivos, asociaciones e instituciones que viven a un lado y otro de la frontera.

Hoy nuestras regiones están más cerca porque nuestros escolares conviven en jornadas conjuntas, porque nuestras universidades mantienen unas relaciones fluidas, porque seguimos siendo capaces de juntarnos para mirar por los intereses comunes y porque cuando nos visitamos mutuamente nos sentimos como en casa. El futuro de la cooperación está más consolidado que nunca gracias al importante factor humano en el que se apoya.

Extremadura

A Extremadura e as regiões do Alentejo e Centro têm já mais de duas décadas de experiências de cooperação, e sete anos desde que a eurorregião EUROACE foi constituída. Chegada a hora de fazer um balanço do que significa esta política de cooperação com Portugal temos a tendência de quantificá-la em dígitos: número de projetos em comum, investimentos realizados, quantias que os fundos europeus nos proporcionaram de forma a estarmos cada vez mais perto, ou atividades conjuntas que têm lugar a um lado e outro da fronteira e que passaram a fazer parte do quotidiano.

No entanto, esquecemo-nos com frequência de valorizar algo muito importante, difícil de descrever com números, mas que se tornou num enorme ativo: a cooperação permitiu conhecermo-nos, criar uns vínculos duradouros e intensificar os relacionamentos humanos entre as pessoas que integram os coletivos, associações e instituições que vivem a um lado e outro da fronteira.

Hoje, as nossas regiões estão mais perto porque os nossos estudantes convivem em jornadas conjuntas, porque as nossas universidades mantêm umas relações harmoniosas, porque continuamos a ser capazes de juntar-nos para olhar pelos interesses comuns e porque quando nos visitamos mutuamente sentimo-nos como se estivéssemos em casa. O futuro da cooperação está mais consolidado do que nunca graças ao importante fator humano no qual se apoia.